A esta altura do campeonato, acho que já deu pra perceber que a coisa não era tão simples quanto o post anterior sugeria. O que seria uma reles troca de processadores e placas transformou-se numa baita novela mexicana. Resultado : textos dos novos de PJ Harvey e Brian Wilson, totalmente no clima de aquecimento para o Tim Festival, abortados. Parece que a coisa finalmente será resolvida nessa semana, mas como estou de partida para a terra da garoa, texto novo só na semana que vem.
Apesar do post rápido e improvisado, não poderia deixar de prestar aqui uma breve homenagem a John Peel, falecido na última semana. Cortando introduções desnecessárias e indo direto ao assunto, Peel foi, sem exageros, responsável pelo lançamento de pelo menos 90% de tudo o que de mais significativo foi produzido na música mundial da década de 60 em diante. Como um amigo bem frisou, "a impressão que dava era que ele sempre existiu desde que existe música boa, e que sempre continuaria a existir com ela." A cabeça sempre aberta a todo tipo de sons e a incessável busca pelo novo, porém, ficam como parte vital de um legado que o eterniza e coloca entre os mais importantes nomes da história da música contemporânea : enquanto nos apresentava a todos os tipos de sonoridades imagináveis, Peel nos ensinava a encarar a música da forma devida. Como diria o outro, o cara "semeou o amor para colher o bem". Espero que sua passagem deixe muitos frutos.